segunda-feira, 28 de março de 2011

História de Estudante

Em Julho de 2005 tive uma enorme satisfação em presenciar participando de um dos acontecimentos mais importantes na história recente da sociedade capixaba. Naquele ano, o governo do Estado iria autorizar o aumento nas passagens de ônibus do "eficieeeeeente" sistema transcol, o que inflamou uma revolta na população, dando início á manifestações que se arrastaram por cinco dias. Foi impotrtante ver que eventaulmente a sociedade desperta de seu transe consumista e se junta para se manifestar em favor do interesse coletivo. Outro elemento que acho muito importante daquele evento foi ver a participação dos estudantes como protagonistas, pois foi deles que partiu a iniciativa de se manifestar contra o aumento das passagens, motivando a participação de outras instituições como sindicatos e associações de moradores da Grande Vitória. Os estudantes não foram só o elemento impulsionador, mas de maneira competente e apixonada ficaram á frente da organização ideraram, levando o protesto por cinco dias e um violento confronto com a polícia.

Foi fantástico ver que o povo consegue se organizar coletivamente não só na hora de votar para que alguém sem nenhuma importância saia do big brother e se envolvem com algo que faz muito mais sentido para que seus dais sejam melhores. E os estudantes mostraram que existe vida inteligente para além dos All Star's sujos e perfis narcisitas no orkut.

Júnior Silva nunca votou para tirar alguém do big brother, mas gostaria que o Bial saísse!

O vídeo abaixo é o trecho de um documentário sobre o protesto, mostrando os estudantes ganhando as ruas e entrando em confronto com a polícia.

Pão, Circo e... Florentina de Jesus



Manifestações e protestos são frequêntes na história da República tão adolescente de nosso país, muitas vezes conquistando benefícios importantes para o povo, outras causando mais sofrimento do que alegrias, e outras ainda utilizados de forma oportunista por grupos ou instituições políticas que queriam apenas o próprio benefício. Mas, é consenso que manifestações, protestos e revoltas ajudam a aprimorar as instituições políticas e amadurecem a República. Muitas vezes, esses protestos acontecem de maneiras estranhas e inusitadas.

Outro dia, em uma conversa com familiares ouvi um de meus entes "quase" queridos dizer de maneira indignada que "era um absurdo o povo eleger um Tiririca da vida", e ainda que "o povo merecia os político que tinham". Sinceramente, não sei se o Tiririca vai ser um bom legislador lá em Brasília, mas acredito que a sua eleição é muito mais que um ato de incompetência do povo. De repente a eleição dele pode ser uma dessas manifestações de protesto do povo, mostrando a sua descrença com a classe política, um grito silencioso de quem está dizendo que, se os políticos não levam a vida do povo á sério quando fazem as leis, por que então não eleger um palhaço logo... pelo menos ele é um palhaço profissional, podendo realizar quatro anos de legislação circense com mais qualidade, e qualidade falta aos nossos políticos, tanto para lvarem a vida do povo à sério quanto para brincar com ela.

Júnior Silva nunca se candidatou à deputado, mas também não faz palhaçada fora de hora!

sábado, 17 de julho de 2010

Sociedade alvejada



Júnior Silva

Mais uma bala perdida, no Rio. Mais uma tragédia da incompetência de todos nós... políticos, eleitores, seres humanos, cidadãos...! Uma criança de 11 anos foi atingida por uma bala perdida de um confronto entre polícia e traficantes. A secretaria de in-segurança pública do Rio se limitou a dizer que vai abrir investigação para verificar do onde veio a bala, se das armas (de destruição em massa) dos policiais, ou se das que foram apreendidas com os (outros) bandidos. Ora... todo mundo já sabe que a culpa, enquanto origem do problema não está em uma arma ou outra... está na incompetência da segurança pública, pois esses confrontos no rio só ocorrem por ingerência, péssima administração pública, racismo da policia e falta de sensibilidade social.


Júnior Silva nunca levou uma bala perdida, mas também se sente atingido por elas"

"Consumo" da Humanidade



Outro dia, meu grande amigo Sete Linhas comentou ter escutado um comentário sobre que o Bruno (goleiro, bloco de gelo espancado de mulher e chefe de quadrilha) teria acabado com a vida dele. Sete linhas observou que foi com a vida da Eliza que ele acabou. Ao mesmo tempo, a imprensa faz várias reportagens sobre "o que ele teria deixado de ganhar com este escândalo". Brincadeira...! Uma mulher foi assassinada com extrema crueldade, uma criança fica sem pai e nem mãe correndo risco de se tornar refém de oportunistas que pedirão sua guarda para tentar se dar bem na situação, mas as pessoas estão preocupadas com quanto um bandido teria deixado de ganhar...!!! A perspectiva é de consumo, e não sobre o que está sendo feito com um ser humano!

Júnior Silva

quarta-feira, 3 de março de 2010


O Conhecimento Pode Matar

Por *Júnior Silva

O conhecimento pode matar. Embora essa seja uma afirmação forte, existe outra que também traz um desconforto: tentar levar conhecimento aos outros pode levar a morte. A história é testemunha disso através de vários personagens que tentaram realizar a socialização do conhecimento.

O que existe em comum entre Jesus Cristo, Sócrates e Che Guevara? E o que essa pergunta tem haver com o tema deste texto? A resposta é bem objetiva e responde as duas perguntas ao mesmo tempo: todos os três morreram por causa do conhecimento, ou melhor, por querer socializar o conhecimento.

Primeiro foi Sócrates, defendendo a ideia de que o conhecimento é uma produção da humanidade, e que não é possível produzir um conhecimento próprio sem o diálogo com o conhecimento de outro. Por isso foi perseguido e morto pelos poderosos e conservadores da cidade de Atenas, que queriam monopolizar o conhecimento para a manutenção de seus privilégios.

Depois veio Jesus Cristo, que não levou apenas pão para quem tinha fome e devolveu a visão ao cego, mas ele alimentou o espírito das pessoas com informação, e o cego que não enxergava viu que o que o imobilizava era a ignorância diante da tirania e autoritarismo dos poderosos. O resultado disso é a história mais antiga da humanidade: ele foi crucificado ao lado de criminosos, e suas palavras foram transformadas em mera autoajuda semanal repetida nos cultos e celebrações religiosas.

Por último, Che Guevara, que além de liderar o povo cubano na luta contra um governo desumano e explorador percebeu que era necessária outra arma para manter uma revolução: o conhecimento e a informação do povo. Por isso ajudou Fiedel Castro, de quem foi companheiro na Revolução Cubana, a realizar um grande mutirão de alfabetização no país. Eles estabeleceram que cada pessoa alfabetizada iria se tornar responsável pela alfabetização de três ou quatro pessoas. Conseguiram acabar com o analfabetismo no país em quatro anos, o que faz Cuba ser hoje um dos países com maior índice de desenvolvimento intelectual do povo e referência em educação no mundo. No entanto, ao sair de Cuba para expandir esta revolução encontrou a morte na Bolívia nas mãos de soldados norte-americanos, pois o exemplo de Cuba era incômodo para os EUA, que não queriam uma América Latina capaz de se libertar do seu domínio cultural e ideológico. Che Guevara acabou sepultado nas camisas de skatistas que nem sabem direito quem foi ele.

Foi pensando nesses exemplos e em outros muitos que poderiam ser citados aqui é que me veio a frase que dá título a este artigo: O conhecimento pode matar. Em tempos de internet banda larga, oráculo Google e youtube parece não fazer sentido que alguém pudesse ser considerado perigoso por levar algo que hoje está acessível a qualquer um que tenha um computador comprado nas Casas Bahia e uma conexão das mais fuleiras oferecida por uma operadora telefônica. Não é uma novidade que este acesso fácil ao mundo virtual não significa um conhecimento consistente e profundo. Desde o início da internet já se discute isso. No entanto, quase não vejo ser discutido se existe alguém utilizando a internet de maneira coerente, produtiva e revolucionária. E pasmem: a vida inteligente na internet não existe apenas fora do Orkut e do MSN. Ela existe também no Orkut e no MSN. Cada vez mais existe um número maior de pessoas que se expressam e se articulam artística e politicamente pelo youtube, MSN, Orkut, twitter, etc. São pessoas se apropriando das novas tecnologias para dar vazão as suas percepções, angústias, intuições, insatisfações e, principalmente, seus sonhos. Não é difícil de achá-los, mas é preciso querer olhar para além do globo.com, do paparazzo, da colheita feliz, dos resumos do big brother no youtube, dos PowerPoints de autoajuda e scraps com estrelas brilhando em volta de ursinhos coloridos. Ou colocamos um pouco de curiosidade em nossos espíritos de navegadores virtuais, ou continuaremos com uma internet de alta velocidade que não nos leva a lugar nenhum.

*Júnior Silva é filósofo, e nunca foi morto por causa do conhecimento

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

domingo, 4 de outubro de 2009

A calçada, o fim de tarde

A calçada, o fim de tarde, a conversa, a amizade Tudo se mistura, tudo se refaz O território sagrado da gelada que alivia, que abastece, que esquece... que a alma agradece! Perseguindo a alegria, atravesso os meus dias Trabalho, me arrisco, mas não perco a fantasia Tem dias que me arrasto, em outros me atropelo Na ternura dos seus olhos... eu me recupero! A Calçada - júnior Silva -